Convergência e consumo cultural


Com o iPad, novo tablet lançado pela Apple, você pode acessar a internet, ouvir alguma rádio online, assistir filmes ou seriados, assim como comprar um ebook e ler enquanto está no ônibus. Ele é um dos últimos lançamentos tecnológicos e simboliza muito do que é a cultura da convergência para nossa sociedade.

Além da televisão, do rádio e do jornal, meios tradicionais, atualmente percebemos inúmeras redes sociais que produzem informações, ou seja, são resultado do que Lemos chama de quebra do pólo emissor.

Percebemos que há, assim, uma convergência dos meios de comunicação, onde há uma cultura participativa que pode produzir inteligência coletiva. Isso não significa que exista um pensamento único e uma inteligibilidade guiada, e sim nos diz que há maior participação dos receptores e uma transformação na utilização das ferramentas tecnológicas.

Entretanto, não são mudanças simplesmente tecnológicas, já que passamos de uma sociedade como princípio de comunicação básica os meios para uma que exige a mediação. Somos os media. Receptores tornam-se filtros. Há, enfim, possibilidade de escolha. As principais modificações são as reconfigurações das práticas sociais e as transformações sociais que ocorreram a partir, por exemplo, da difusão do Personal Computer (PC).

A tendência continuará sendo a convergência dos meios, possibilitando modificações mais profundas na ação do receptor na produção e circulação da informação. Mas mesmo que uma pessoa tenha um iPad, e que ele tenha um software que disponiliza a leitura de livros e revistas, por exemplo, provavelmente ela não abandonará completamente o consumo em livrarias, revistarias ou lojas online que entregam o produto em casa. Assim, podemos pensar que existe uma convergência tecnológica que não é total, e que as modificações mais sentidas são as da cultura e de que como os novos atores sociais consomem as mídia e o que fazem com ela.



Fontes de referência: Cultura da Convergência - Henry Jenkins


Por: Júlia Schnorr

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