A internet se configura por ser um espaço de disputa de ideias, ou seja, uma arena que possibilita a participação cidadã e a inclusão social. O ciberativismo é a utilização de redes e webmídia por pessoas ou coletivos para pautar questões que encontram pouco espaço na grande mídia hegemônica ou também discutir temas que concernem à esfera pública digital, como o projeto do Senador Azeredo, considerado o AI-5 digital por ferir a privacidade e a liberdade na Internet. As mobilizações através da Internet acentuaram-se a partir de 2000, quando houve protestos contra a globalização capitalista. A partir do século XXI, o World Wide Web tornou-se, então, um espaço de guerrilha virtual.
O site da Carta Maior <www.cartamaior.com.br> foi criado no Brasil durante o I Fórum Social Mundial, em 2001. Um de seus princípios é trabalhar pela democratização do Estado brasileiro e pelos movimentos que lutam por uma globalização solidária. Como ele faz isso? Se propõe a fazer análise e cobertura jornalística de fatos e movimentos que normalmente não são pautados pela mídia.
Podemos também citar como exemplo a rede social Twitter e sua atuação durante o período eleitoral. Um dos casos que chama atenção é o protesto dos usuários que ocorreu logo após a vitória da presidente Dilma, quando uma estudante paulista lançou a hashtag #nordestito (sic), declaradamente racista. Dias após o tweet, a acadêmica foi enquadrada como racista e vai sofrer processo judicial. Isso somente foi possível graças aos prints screens que vários utilizadores do Twitter fizeram e disseminaram via Internet.
Por mais que o meio virtual tenha uma abrangência menor que os meios massivos como a televisão, ele é um instrumento de integração cidadã que permite o direito de acesso à informação, especialmente em relação à pluralidade e à diversidade de emissores. A cultura digital demonstra sua força. Aumenta possibilidades de acesso e também de discussões.
Júlia Schnorr
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